O período do começo de ano, tradicionalmente marcado por festas, viagens e atividades ao ar livre, também acende um alerta importante para a saúde: a necessidade de proteção contra a radiação solar. Em um país tropical como o Brasil, onde a incidência de raios ultravioleta (UV) é elevada durante grande parte do ano, a exposição excessiva ao sol está diretamente relacionada ao aumento dos casos de câncer de pele nas últimas décadas. Especialistas destacam que grande parte desses danos é evitável com medidas simples de proteção.
A radiação UV é reconhecida como a principal responsável por alterações na pele, nos olhos e até no sistema imunológico. Apesar de, culturalmente, o bronzeado ainda ser associado à estética e à aparência saudável, do ponto de vista médico ele representa uma resposta de defesa do organismo diante de uma agressão. Com hábitos adequados de fotoproteção, estima-se que até quatro em cada cinco casos de câncer de pele poderiam ser evitados.
A prática de atividades ao ar livre, traz benefícios físicos e emocionais importantes, como melhora do humor, redução do estresse e estímulo à prática de exercícios. No entanto, esse contato com o sol deve ser equilibrado com cuidados essenciais. O primeiro deles é evitar a exposição nos horários de maior intensidade da radiação, geralmente entre duas horas antes e duas horas depois do meio-dia. Sempre que possível, priorizar atividades no início da manhã ou no final da tarde reduz significativamente o risco de queimaduras solares.
Outro aliado importante é o acompanhamento do Índice UV, indicador que mede a intensidade da radiação solar. Valores a partir de 3 já indicam a necessidade de proteção reforçada. Além disso, buscar sombra ajuda, mas não elimina totalmente a exposição, já que a radiação também pode refletir em superfícies como água, areia e estruturas claras.
O uso de barreiras físicas continua sendo uma das formas mais eficazes de proteção. Chapéus de aba larga, roupas de tecido mais fechado e óculos de sol com proteção contra raios UVA e UVB ajudam a reduzir os impactos da radiação. Já o protetor solar deve ser utilizado como complemento. A recomendação é usar produtos de amplo espectro, com fator de proteção solar (FPS) 30 ou superior, aplicados cerca de 20 a 30 minutos antes da exposição e reaplicados a cada duas horas, especialmente após suor intenso ou contato com água.
Vale reforçar que o protetor solar não deve ser utilizado para prolongar o tempo ao sol, mas sim como uma camada adicional de proteção. Outro ponto de atenção é a quantidade aplicada: estudos mostram que muitas pessoas utilizam menos produto do que o necessário para atingir a proteção indicada na embalagem.
Crianças merecem cuidado redobrado, já que são mais sensíveis aos efeitos da radiação UV. Queimaduras solares na infância aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de pele ao longo da vida, tornando fundamental o uso de roupas protetoras, chapéus, óculos escuros e protetor solar adequado.
Aproveitar os feriados e finais de semana com responsabilidade também significa cuidar da saúde a longo prazo. Adotar medidas simples de proteção solar permite desfrutar do lazer com segurança, reduzindo riscos e promovendo qualidade de vida. Afinal, diversão e cuidado podem, e devem, caminhar juntos.
Associação Médica de Cascavel
Fonte: Organização Mundial da Saúde

